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A cada ano surgem profissões que, pela demanda do mercado, se encontram em alta no mercado de trabalho. São aquelas áreas de atuação que causam o aumento da concorrência nos vestibulares, que aparecem como símbolo de prosperidade e que garantem um bom salário no fim do mês, devido à grande procura pelo serviço prestado.

Mas, depois de um tempo, a concorrência aumenta e o mercado fica saturado. E, assim como outras tendências, a popularidade da profissão, antes em alta, se torna efêmera e logo é substituída por outras profissões que são vistas como necessárias e rentáveis em um novo período.

Hoje, com a crise econômica que cresce cada vez mais no Brasil e no mundo, e agrava ainda mais este quadro de tendências passageiras nas profissões, é raro encontrar uma formação que consiga ficar em alta e muito menos mantê-la nesta posição. Entretanto, ainda existem aquelas áreas que não são reféns da “moda” dos empregos, por prestarem serviços frequentemente necessários para a sociedade.

Algumas das profissões que mantêm suas demandas apesar da crise são aquelas que lidam com a beleza, como cabeleireiros e maquiadores. Mesmo que a procura seja menor, ela não se dissipa. Outra área que consegue se manter é a fotografia, que continua no mercado devido à amplitude do campo de atuação e da capacidade dos profissionais de se adequarem às exigências do contexto em que vivem.

Outras áreas de atuação

Além das profissões citadas, existem outras que conseguem continuar em alta apesar da crise, como aquelas da área do Ensino. Apesar dos cortes de gastos, a educação é uma necessidade básica da sociedade. E é por este motivo que pedagogos, professores e licenciados em História, Geografia, Matemática e Ciências Biológicas são profissionais necessários, independente da situação de crise.

Assim como a educação, a saúde também é uma necessidade básica. Desse modo, a formação – com qualidade – de novos enfermeiros, médicos e técnicos, educadores físicos, psicólogos, entre tantos outros é sempre necessária. Entre outros profissionais que são sempre requisitados estão aqueles que atuam na área de negócios (Administração, Marketing, Ciências Econômicas, Relações Internacionais, Comércio Exterior e Gestão de Recursos Humanos), da Tecnologia (Sistemas de Informação, Engenharia de Telecomunicações, Ciência da Computação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Engenharia da Computação, etc.) e relacionadas ao Agronegócio (Agronomia, Engenharia Agrícola, Zootecnia, Engenharia de Alimentos, Medicina Veterinária, etc.).

E, além destas profissões citadas, que exigem formação superior, existem os trabalhos de prestação de serviços, que são fundamentais no cotidiano e nem sempre são reconhecidos, como as profissões de motorista, cozinheiro, serviços gerais, eletricista, jardineiro, encanador. Se a ideia é manter um ofício em evidência, com crise ou não, basta ser um bom profissional, independente da área.

Para evitar se tornar um refém da tendência do mercado de trabalho, o profissional deve sempre se reinventar. Trazendo novas perspectivas para a área em que atua e inovando nos serviços prestados, este profissional sempre terá destaque. É preciso então adaptação, tanto às necessidades atuais, quanto ao cenário que encontramos hoje. Para que, apesar da crise, o profissional tenha espaço para continuar a trabalhar.